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GALIZA UNIDA PORTUGAL



Quinta-feira, 24.08.06

MEMÓRIA HISTÓRICA: A IMPORTÂNCIA DE FERROL, A SUA SIGNIFICÂNCIA

O republicanismo e o federalismo têm uma dilatada e DEMOCRÁTICA tradição no mundo e na península Sud-pirenaica face o império dos monarcas vaticanos (elevados ao governo por Deus).
Neste quadro, Ferrol destaca desde antigo, por ser o iniciador da primeira Revolução Irmandinha, alavanca para a segunda Revolução Irmandinha derrocar a MONARQUIA e governar a Galiza (com Ponferrada, Astorga, Póvoa da Seabra, etc.) durante TRÊS ANOS; na história da Europa, do que sabemos, apenas os hussitas e Cronwell, na Inglaterra, foram capazes de derrocar a monarquia, como a Galiza irmandinha de 1467-68-69.
A República Federal espanhola de Pi i Margall surde depois de uma insurreição da cidade de Ferrol contra a monarquia.
O «Valia mais Ferrol que todo Astúrias» de Castelão e o «Vitoriosos no mar, derrotados em terra» relativo aos cabos republicanos da Armada em Ferrol de Manuel Domingues Benavides, não são suficientes para explicar o valor de Ferrol em termos insurreccionais, republicanos, federalistas e socialistas.
VITORIOSOS NO MAR: de Ferrol parte a derrota do golpe militar planeado com concurso nazi por Mola, somente de Ferrol; por que? Porque em 2 de Junho ou Julho (não temos certeza) de 1936, reuniram-se CLANDESTINAMENTE os cabos republicanos na Feira do Dous, em Serantes, e determinaram um plano para derrotar o golpe que eles sabiam IMINENTE. O plano consistia em se ganhar os RADIOTELEGRAFISTAS dos vasos de guerra e unidades para evitar que o «CUERPO GENERAL», todo ele CLANDESTINAMENTE, CONSPIRADOR, SABOTADOR E GOLPISTA, isolasse as dotações dos acontecimentos. Este plano, e não o acaso, a improvisação, etc., é o que IMPLEMENTA Benjamim Balboa, na Estação Central de Rádio da Armada em Madrid, a partir das 6 horas do Sábado, 18 de Julho de 1936 em que se recebe o aviso de Franco de início do golpe, para prender, pistola em mão, o seu golpista chefe superior, o Almirante da Armada, o golpista Salas, tomar o Ministério de Marinha e o cruzador «Libertad» antes das 10 horas desse Sábado, 18 de Julho. O plano dos cabos desenvolvesse durante as horas e os dias seguintes com resultado contrário ao plano de Mola no que «do CONCURSO da Armada não se duvidava» e abater-se-ia a República numa semana rendendo as cidades costeiras baixo ameaça de bombardeamento naval. Os cabos e as dotações da Armada republicana que derrotaram o golpismo, tornam-se heróis populares que isolam Franco em África impedindo o translado das forças mercenárias.
Essa é a razão da reunião em Berlim, o Domingo, 26 de Julho de 1936 de Göering, o ministro da guerra Blommberg e o aviador franquista Arranz: DERROTAR OS CABOS FERROLANOS que comandavam os vasos de guerra republicanos com a CAMUFLADA e melhor aviação nazista do Barão Vermelho, Ritchofen, junto com as forças aeronavais de Mussolini.
Os cabos republicanos e as forças populares COMBATEM O CLANDESTINO ATAQUE, INVASÃO E OCUPAÇÃO DE FORÇAS MERCENÁRIAS E ESTRANGEIRAS. Assentes estas VERDADES, É UMA GRANDE MENTIRA definir o acontecido como GUERRA CIVIL ESPANHOLA; apenas o franquismo e os pseudo-historiadores, setenta anos depois, perpetuam a mentira que tenta ocultar o que o Tribunal de Nuremberga determinou para uma Europa sem nós.
DERROTADOS EM TERRA: a tomada de Ferrol pelo fascismo, a derrota das forças populares republicanas mercê a um SOFISTICADO plano golpista cujo centro de gravidade era o sequestro de Azarola que EVITOU o armamento do operariado da Construtora Naval na tarde do 20 de Julho de 1936, foi DECISIVA não só para se perder a Galiza também para o ataque, invasão e ocupação de forças mercenárias e estrangeiras TRIUNFAR com a derrocada da República e o genocídio e espólio
d@s republican@s.
Ferrol torna-se o enclave de onde partem os ataques nazistas mais eficazes; se Ferrol era «a Base melhor acondicionada da península», Hitler melhorou-a, armando o Canárias, o Baleares, o Espanha com a cobertura dos Koenisberg, Kalsrue, Kholn, cruzadores nazistas com base em Ferrol, etc. A Legião Condor instalada em Ferrol e Vigo, às ordens directas do quartel geral de Franco em Burgos, DETERMINA as «VITÓRIAS» franquistas, a tomada de Málaga, o bombardeamento aeronaval da estrada que a une com Almeria, a queda de Euskadi, Cantâbria, Astúrias, a conquista de Teruel (imediatamente Hitler invade a Áustria), a batalha do Ebro, etc., em definitivo, a DERROTA DA REPÚBLICA e da futura REPÚBLICA FEDERATIVA DA GALIZA E PORTUGAL; se a Legião Condor partiu de Vigo para regressar a Alemanha, este porto tinha importância secundária a respeito de Ferrol onde a GESTAPO dirigia o genocídio das muitas mais de 800 pessoas que aparecem na listagem dos actos do ANO DA MEMÓRIA.
Esta tradição insurrecta, republicana, federalista e socialista explica, na nossa opinião, as recentes décadas de aniquilamento «democrático» que em Ferrol padecemos.
Na actualidade, uma exigência elementar, é a Alemanha, a Itália e Portugal, sobretudo, mas também a França, a Grã Bretanha, os EUA, reconhecer e assumir as suas responsabilidades históricas na derrocada da República e no extermínio e espólio das pessoas republicanas, nomeadamente em Ferrol e na Galiza que foram bases nazistas durante uma década (1936-46).
Tem que haver um novo Tribunal de Nuremberga que julgue e condene por CRIMES CONTRA A PAZ, CRIMES DE GUERRA E CRIMES CONTRA A HUMANIDADE, todas aquelas pessoas, organizações, partidos políticos, sindicatos, empresas, estados, etc. que perpetraram ou ajudaram a perpetrar o GENOCÍDIO E O ESPÓLIO de Ferrol e da Galiza e não só sem qualquer escusa porque o CRIME DE GENOCÍDIO NUNCA PRESCREVE.
Por isso apelamos para as VÍTIMAS e os familiares se organizar e lutar, sobretudo nos organismos internacionais, na ONU, à Conselharia de Cultura, aos governos espanhol e galego para a exumação, reconhecimento, biografia, ressarcimento e recuperação das VÍTIMAS E DO ESPOLIADO, simplesmente porque Ferrol e a Galiza o merecem, simplesmente porque é de JUSTIÇA.
Em Ferrol, terça-feira, 22 de Agosto de 2006
COMISSÃO PARA A REUNIFICAÇÃO NACIONAL DA GALIZA E PORTUGAL

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por galizaunidaportugal às 10:28


1 comentário

De manuel a 03.04.2008 às 13:25

Estimados amigos,
Estou na procura de recadar información relacionada co meu tio. Foi radiotelegrafista do acorazado Xaime I. El xunto co seu compañeiro Gili xogaron un papel fundamental nos primeiros momentos do alzamento fascista a fin de que os Xaime permanecese leal ao goberno da República. ¿Podería alguén axudarme a recuperala sua memoria do olvido?. Grazas.

Manuel López
958639529
manuellfranco@mixmail.com

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