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GALIZA UNIDA PORTUGAL



Segunda-feira, 19.05.14

JOÃO VICENTE BIQUEIRA & ERNESTO GUERRA DA CAL TRUST


 
  1. Artigo de opinião enviado em 28 de abril de 2014 para o Sermos Galiza sem que o publicassem.
  2. Aduzem muita extensão, mais de 39.000 caracteres.
  3. É verdade mas podia ter sido publicado por partes.
  4. Em qualquer caso, cumpria terem explicitado e regulamentado a extensão para nos cingir a ela. Estabelecem agora, verbalmente, 5000 caracteres máximo.
  5. Não podemos fazer muito mais do que lamentar que o não publiquem.


JOÃO VICENTE BIQUEIRA & ERNESTO GUERRA DA CAL TRUST
 
As pessoas que promoveram a Iniciativa Legislativa Popular Valentim Paz Andrade (ILPVPA) encabeçadas por Isaac Alonso Estraviz, por boca de Morell, acham que a UNANIMIDADE, 75 votos favoráveis no Parlamento galego, representa a MAIOR GARANTIA PARA A FUTURA APLICAÇÃO DA LEI. Uma consideração que continua a filosofia que inspirou a realização em Lisboa em 3, 4 e 5 de junho de 1994 do «I Encontro sobre Língua e Cultura Galega: o Português, língua da Galiza» que um semanário português definiu assim: «António Cruz Rodrigues e Isaac Alonso Estraviz: a direita INTEGRALISTA portuguesa e a esquerda INTEGRACIONISTA galega, lado a lado pelo galego-português» em pé de foto do abraço dos dois. Acrescentemos que António Cruz Rodrigues foi DEPURADO pelos Cravos da Revolução do 25 de Abril... por FASCISTA.

A UNANIMIDADE como GARANTIA da futura APLICAÇÃO DA LEI?

Respondamos à questão com o dito na sessão parlamentar por Ana Pontão (BNG) «levamos TRINTA ANOS DE NORMALIZAÇÃO que leva o nosso idioma a uma SITUAÇÃO LIMITE... Com MUITAS DIFICULDADES para VIVER em galego no nosso país. E com o dito por Ron Fernández (AGE): luta de classes e GALEGO FOBIA da Junta. E com o dito pelo Agostinho Vaamonde Dias, o «animal» FRANQUISTA sem dissimulo do PP: Português, língua ESTRANGEIRA, OPCIONAL E NORMATIVA OFICIAL do galego OBRIGATÓRIA!

Respondamos com o que nós pensamos é uma VERDADE OBJETIVA: levamos TRINTA anos de LINGUICÍDIO, RACISMO E REPRESSÃO LINGUÍSTICA DO FRANQUISMO que aninha no PP contra o povo galego e contra o seu direito a ser ALFABETIZADO na sua própria língua [e cultura] SECULAR, que não é outra que o Português, quer dizer, GUERRA de classe do capitalismo financeiro espanhol e adláteres contra o proletariado, as classes trabalhadoras, o povo galego e a NAÇÃO que a Galiza é. GUERRA DE CLASSE para impedir a UNIÃO NACIONAL DA GALIZA E PORTUGAL, para impedir em primeiro lugar a UNIDADE LINGUÍSTICA SECULAR da Galiza e Portugal, GUERRA DE CLASSE focada principalmente na ORTOGRAFIA.

O sofisticado «animal» franquista reconhecia galego e português IDÊNTICOS até ao XV século: identidade ORTOGRÁFICA, léxica e sintática... mas NORMATIVA OFICIAL OBRIGATÓRIA «sobretudo no tocante à ORTOGRAFIA». E nele e em Fraga, os dois vilalveses, da Terra Chã, CONDENSA-SE a metodologia da GUERRA DE CLASSE: proclamas «democráticas e patrióticas» favoráveis ao «aproveitamento da língua portuguesa e vínculos com a lusofonia» entrementres empregam a mais dura REPRESSÃO, que muitas pessoas sofremos e estamos a sofrer, contra os «perigosíssimos LUSISTAS», nas suas bastardas palavras que não são as nossas.

Guerra de classe contra a IDENTIDADE do povo galego, determinada pela sua língua, que se concreta no Decreto 173/1982 de 17 de novembro de «NORMATIVIZAÇÃO da língua galega». E a ideologia NAZI do PP define-a Ana Pontão ao afirmar que FAZ JUSTO O CONTRÁRIO DO QUE PROMETE: «A NORMATIVIZAÇÃO para a SUPERVIVÊNCIA da língua galega [é justo para o contrário: MATAR o galego] prudente previsão que o [clandestino e a traição] Acordo Real Academia Galega com o Instituto da Língua Galega fez possível em 3 de julho de 1982... A Normativização... CRUCIAL... para a NORMALIZAÇÃO linguística do galego».

NORMATIVIZAÇÃO E NORMALIZAÇÃO VERSUS ALFABETIZAÇÃO

Normativização para continuar o ANALFABETISMO existente porque «o galego não estava na escola, nem era a língua do poder, nem corria (sic.) na escritura». Normativização para ERRADICAR A ORTOGRAFIA SECULAR DO GALEGO e confundir o povo galego para que escrevesse mal e continuasse ANALFABETO. Normativização para que o povo galego continuasse ANALFABETO e ignorante da sua própria língua e literatura escrita na ORTOGRAFIA pretensamente ERRADICADA. Normativização para IMPEDIR que o povo galego pudesse ler e entender os seus cancioneiros, as suas cantigas, a sua poesia, a sua música, a sua prosa, a sua literatura escrita na Galiza atual, no Portugal atual, na Castela atual, na Andaluzia atual durante séculos, tantos e tão vasta literatura que tudo é mais do que suficiente para a abafante conclusão de que o galego foi língua peninsular (povo e Cortes) até aos começos do XV século [porventura até ao XVI século] como parece indiciar o Cancioneiro de Baena (prov. Córdova, 1430-35-55?) compilado para João II de Castela, nascido em Touro, pai de Isabel I de Castela proprietária do original, hoje na França. Normativização que, numa palavra, pretende IMPEDIR ao povo galego VER A IDENTIDADE DA GALIZA COM PORTUGAL, a sua língua e ORTOGRAFIA COMUM, a sua história COMUM e a sua COMUNIDADE NACIONAL: A UNIDADE NACIONAL DA GALIZA E PORTUGAL. Normativização, a traição, o golpe de Estado contra as «Normas ORTOGRÁFICAS do idioma galego» elaboradas pela Comissão Linguística presidida por Ricardo Carvalho Calero, criada pela Junta Pre-autonómica presidida pelo franquista Rosón em 1979. Normativização, a traição, o golpe de Estado contra a ORTOGRAFIA galego-portuguesa, contra a UNIDADE linguística do galego e do português. Quer dizer, Normativização para continuar o franquismo e o bilingüismo de 1971 de Villar Palasí, a RAG e o ILG.

Normativização contra Ernesto Guerra da Cal que em 1959 e muito antes ESCREVIA COM A NOSSA ORTOGRAFIA, a do galego e a do português, e publicou com Galáxia «LUA de alén MAR» com uma nota de autor em que PROCLAMAVA EMPREGAR A ORTOGRAFIA PORTUGUESA PARA O GALEGO por razões HISTÓRICAS ECIENTÍFICAS e considerar INADIÁVEL A UNIFICAÇÃO [não escreve reintegração] LINGUÍSTICA COM PORTUGAL seguindo a Murguia... E quanto antes reconheçamos esta VERDADE, antes recuperaremos a nossa antiga voz e a vista dos olhos para vermos vastas perspetivas [concretizadas hoje na CPLP].

Numa palavra, NORMATIVIZAÇÃO dos inimigos de classe e de nação para submeter-nos à mais abjeta condição de seres humanos. Normativização e depois NORMALIZAÇÃO para estabelecer e IMPOR como NORMAL O ANALFABETISMO do povo galego na sua própria língua e cultura. Para IMPOR A REPRESSÃO às pessoas por razão de língua [a última publicada, negar uma beca por a solicitar em galego]. Normalização para que todos os galegos tenham o direito de usar o galego mas não para garantir e assegurar os direitos individuais e coletivos do povo galego de ser ALFABETIZADO na sua própria língua e cultura. Normalização para os poderes públicos «promover» mas não para assegurar, garantir, estar OBRIGADOS por lei para em cinco anos ter uma geração de pessoas com estudos universitários na sua própria língua e cultura, crianças ALFABETIZADAS e jovens com estudos meios na sua própria língua e cultura. NORMALIZAÇÃO para que em todos os âmbitos da VIDA, e da morte, das pessoas galegas, dentro e fora da Galiza, IMPERE o espanhol, sejam submetidas por força a VIVEREM assediadas e abafadas pelo espanhol IMPOSTO pelos mesmos de sempre, a secular monarquia, o franquismo e os seus continuadores atuais.

A luta das classes manifesta-se não apenas nas línguas mas também nas palavras. A TIRANIA da classe dominante tenta ocultar-se com palavras bastardas, utilizando sempre uma linguagem que mascare os seus crimes. NORMATIVIZAÇÃO E NORMALIZAÇÃO contra ALFABETIZAÇÃO. ALFABETIZAÇÃO define um direito basilar das pessoas particularmente das crianças e tudo o que atentar contra essa palavra e o seu significado é CRIME DE LESA HUMANIDADE. NORMATIVA-NORMAS é sanção. NORMALIZAR a colonização é CRIME.

Reintegracionismo são dezassete letras contrárias à didática e a pedagogia da ALFABETIZAÇÃO e mesmo PATRANHA: à Galiza não há que a integrar em Portugal, há que ALFABETIZAR a população galega na sua própria língua e cultura para que ela em por si veja que a Galiza é Portugal e ao invés. É uma questão de sujeito político, de direitos civis e políticos, de direitos económicos, sociais e culturais. É utilizar a linguagem e as palavras que mais cumpre para as entender a população. À Galiza não há que a REINTEGRAR em Portugal, há que a LIBERTAR DA TIRANIA espanhola para a sua população exercer os seus direitos, os direitos que como povo e nação lhe correspondem, direitos reconhecidos nas leis internacionais e nas espanholas a começar pelo direito à INSURREIÇÃO.

LUSO, LUSOFONIA, LUSISTAS, LUSITANO, LUSITANISTAS e todas as derivadas são mais NADA do que uma PATRANHA que mais uma vez nos NEGA, uma PATRANHA para NEGAR à Galiza e ao povo galego, para NEGAR A IDENTIDADE E UNIDADE DA GALIZA E PORTUGAL. Vejam o que escreveu Castelão no que diz respeito: «[a lírica dos trovadores] passou da Galiza para o reino vizinho, COM TODOS OS ELEMENTOS DA NACIONALIDADE PORTUGUESA, condecorando-a logo com o pomposo nome de LUSITANA para dissimular [NEGAR, OCULTAR] as suas verdadeiras origens que só na Galiza e Leão podem buscar-se e não no decantado cruzamento com os moçárabes da Estremadura convertidos por Teófilo Braga em FANTÁSTICAS lendas [a mesma PATRANHA que a de Menendez Pidal e Constantino Garcia, este para negar a unidade da língua]. T. Braga retifica e reconhece a ORIGEM GALEGA dos Cancioneiros de Roma [Cancioneiro da Vaticana: 75 poetas galegos, 30 portugueses (alguns na dúvida se galegos se portugueses) e 11 do resto da Espanha, ver http://cantigas.fcsh.unl.pt] e, continua Castelão, nada mais longe do pensamento de T. Braga de inventar uma RAÇA portuguesa...». [Teófilo Braga deixou escrito que «o afastamento da Galiza de Portugal provém da falta de estudo da tradição e da falta de PLANO POLÍTICO dos que nos têm governado». A ameaça de GUERRA espanhola contra a República e o extermínio republicano-burguês do proletariado português impediram qualquer plano].

Normalizar o disparate, o crime, o linguicídio, o racismo, a ignorância, o analfabetismo, a patranha, o acientífico, eis o crucial.

Normalizar a língua? Normalizar o exercício dos direitos linguísticos da população galego-falante e da outra que TODA tem o direito, também como o dever, a ser ALFABETIZADA na sua própria língua e cultura e os poderes públicos, a Junta e o governo espanhol, têm o DEVER, A OBRIGA legal de assegurar, garantir o exercício de esse direito basilar.

E como a luta das classes existe e os governos galego e espanhol representam o capitalismo espanhol, imperialista e colonialista, e adláteres, fazem a política que lhes cumpre: GUERRA contra o proletariado e a nação galega. Em 13 de outubro de 1983, Felipe González, presidente do governo espanhol ataca com recurso de inconstitucionalidade o povo galego O PRIVANDO do reconhecimento legal do seu DEVER DE CONHECER O GALEGO e uns meses antes, em 30 de março, El-Rei assina o Real Decreto 736/1983 de medidas complementares para a Reconversão Naval contra o proletariado galego de ASCON E ASTANO, estaleiros navais.

Normativização é crucial, angustiante, capital, crítica, cruciforme, decisiva, essencial, mortificadora, terminante para a Normalização.

A Normalização, a UNANIMIDADE, o CONSENSO, o DIÁLOGO... tudo durante três décadas determina chegarmos à situação atual: situação limite do galego...

Os poderes institucionais não querem ALFABETIZAR o povo galego, querem-no ANALFABETO e todas as medidas que tomam têm este objetivo. O poder institucional na Galiza desde Rosón até Feijó foi um poder político de ideologia franquista sem qualquer oposição significativa, eficaz.

O poder NÃO institucional, os movimentos em favor da língua, eram e são em favor da língua, mas NÃO SÃO EM FAVOR DAS PESSOAS A EXERCITAREM OS SEUS DIREITOS, pessoas que têm direitos, um deles, o direito à EDUCAÇÃO na própria língua e cultura, à ALFABETIZAÇÃO. Mesmo foi criada e tem muita presença uma Mesa em favor da NORMALIZAÇÃO linguística que no presente afirma ser Mesa pola NORMALIZAÇÃO e nega ser Mesa pela NORMATIVIZAÇÃO, como se uma e outra não fossem durante trinta anos INDISSOLUVELMENTE ANALFABETIZADORAS, LINGUICÍDAS, RACISTAS E REPRESSORAS, e tudo com UNANIMIDADE, CONSENSO, DIÁLOGO, PROPOSTAS INTEGRADORAS...

E no meio de tudo, o Tratado de Relações Culturais entre a Galiza e Portugal, proposição NÃO de lei apresentada em 22 de fevereiro de 1983 (para comemorar o 23-F) por Camilo Nogueira no parlamento presidido pelo ASSASSINO (clamava o Obradoiro em 25 de julho de 1978) Rosón e também foi aprovada por UNANIMIDADE e até hoje continuamos com analfabetismo, linguicídio, racismo e repressão...

Tudo porque os movimentos ditos em favor da língua não foram o que tinham e têm de ser: movimentos em FAVOR DA ALFABETIZAÇÃO das pessoas; grupos de pessoas ALFABETIZADORAS QUE PERMANENTEMENTE E ORGANIZADAMENTE desenvolvessem campanhas de ALFABETIZAÇÃO, DIFUSÃO E CONHECIMENTO da língua e cultura galega e portuguesa no rural, na cidade e no mar. O Voluntariado ALFABETIZADOR seguindo nos factos a ERNESTO GUERRA DA CAL, desde 1959 até ao 2014, 55 anos passados, meio século de trabalho ALFABETIZADOR, quais seriam os resultados? «Gallego como tu»? E mesmo sem fazermos caso do Ernesto e do seu Eça de Queirós, se fizermos caso do João Vicente Biqueira e estudarmos galego (ALFABETIZAR-NOS) com gramáticas e dicionários portugueses, desde que o propus em a Nossa Terra, idearium das Irmandades da Fala da Galiza … e Portugal, vai fazer um século, quanto não teríamos avançado? E quanto não avançamos desde que em 6 de dezembro de 1991 proclamamos em Compostela: GALIZA-PORTUGAL, UNIDADE NACIONAL? Desde que CONFRONTAMOS, DENUNCIAMOS, SINALAMOS o inimigo de classe, o inimigo da Galiza, o inimigo da IDENTIDADE E UNIDADE da Galiza e Portugal e os que se lhes submetiam, colaboravam, unanimizavam, dialogavam, consensuavam, desde que começamos a luta ideológica contra a ideologia LINGUICÍDA, RACISTA E REPRESSORA dos inimigos do galego e dos mornos ou falsificadores do pensamento dos nossos e das nossas melhores: a UNIÃO NACIONAL DA GALIZA E PORTUGAL, quanto não avançamos? E quanto não avançaríamos se a dia de hoje nos UNÍSSEMOS para criar a UNIÃO NO PORTUGUÊS NA GALIZA para ALFABETIZAR, organizar e mobilizar o proletariado e as classes trabalhadoras galegas contra os ANALFABETIZADORES, LINGUICÍDAS E REPRESSORES?

A experiência destas duas últimas décadas de cursos, panfletos, propaganda, etc. TUDO em língua portuguesa, não em normativa AGAL que ficou no XVI século, NÃO DÁPARA ESCLARECER O QUE FAZER de Lenine?

O QUE FAZER?

1º ASSUMIR, PROCLAMAR E PRATICAR nacionalistas, independentistas, TODOS, a identidade e unidade do galego e o português (AGE, BNG, PSOE, CIG, CCOO, UGT, USO, SLG, etc. quantas campanhas de alfabetização não poderiam fazer?)

2º Dirigentes e não dirigentes cursos ACELERADOS de galego com gramáticas e dicionários portugueses para ALFABETIZAÇÃO acelerada que elimine castrapos e instalações mentais do espanhol (a reiterada leite)

3º Parlamentares a falarem português com sotaque galego nos Parlamentos TODOS. Por que permanecem CENSURADAS, PROIBIDAS no Parlamento galego as falas galegas demográfica e geograficamente maioritárias, as do galego não «seseante» mas do português sibilante, sem que haja o menor confronto dos ditos defensores da língua galega; por que não defendem os seres humanos concretos com o seu rouco ou sibilante som? Parlamentares a utilizarem ORTOGRAFIA galega que PROÍBE A NORMATIVIZAÇÃO E NORMALIZAÇÃO em parlamentos TODOS, quer dizer, escreverem em português.

Que fazer? Lutar, combater, vencer o inimigo, não proclamar a UNANIMIDADE como o maior valor para que este, o franquismo fuzilador que aninha no PP, cumpra a lei que promulgam para a VIOLAR como durante trinta anos vem acontecendo.

Ajudar a mascarar o inimigo afirmando que Tourinho e Fraga tentaram integrar a Galiza na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa não é VERDADE nem com Tourinho e muito menos, tudo o contrário, com Fraga.

Do que nós pudemos saber, Tourinho ordenou duas pessoas com representação institucional da Junta viajar a Lisboa para ter com o Secretário Executivo da CPLP para a Galiza se integrar nela com Estatuto de Observador Associado, depois de nós nos apresentar na entrada de uma reunião do Conselho de Governo e rodeiado de polícias lhe dizer a Tourinho parado detrás de dous «Sr. Tourinho, Galiza na CPLP»; respondeu: «o Governo galego temos a nossa política», mais nada. Fomos falar com esses dous cargos institucionais para saber qual o resultado da reunião com o Secretário Executivo da CPLP e responderam que o Secretário Executivo dissera que a CPLP não quer questões com a Espanha; se esta consentir, tudo bem. Depois colocaram a questão da Galiza na CPLP ao Moratinos, Ministro espanhol na altura dos Negócios Estrangeiros com ZP e com ZP nada de nada: Tourinho não apelou à mobilização do povo galego para obrigar ZP a dar licença para integrar a Galiza na CPLP. FOI TUDO CALADO, CLANDESTINO, SECRETO...

Fraga para além de assanhado perseguidor e repressor das pessoas a defendermos nos factos o português, língua da Galiza, muitas o podem contar, Morell NÃO conta, foi um dos que em 17 e 18 de julho de 1997 cometeu o CRIME de ingerência interna nos assuntos da CPLP que esteve a ponto de a DESINTEGRAR.

Nessa data realizou-se em «Salvador da Bahia» reunião do Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa à que assistimos como «convidados especiais com voz» Manuel Lopes pela Galiza e Ramos Horta pelo Timor Leste. Estava concertado para ser ratificado pelo Conselho de Ministros da CPLP que ONGs a defenderem o português no mundo poderiam ter o Estatuto de Observador Consultivo e nós cumpríamos essa condição. Havia uma outra questão de muitamaior categoria, a defesa da Autodeterminação do Timor Leste que felizmente foi assumida pela CPLP com os resultados conhecidos. Fraga Iribarne e outros integrantes do Governo galego estavam em «Salvador da Bahia» aquando o cônsul espanhol do Estado da Bahia (onze milhões de habitantes na altura), Alonso Dezcallar, às ordens de Aznar e de Fraga, foi-lhes contar aos ministros angolano e moçambicano que ETA, Euskadi, a Galiza embora o representante esteja aí, o ministro angolano dirigindo-se a mim em plena reunião do Conselho de Ministros do dia 18, é uma grave questão que a um bebé como é a CPLP lhe pode impedir o crescimento, e continuou, estamos de acordo no do Timor Leste? (pergunta-afirmação) MAIS NADA. Para a Galiza NADA. O riso de VITÓRIA do Alonso Dezcallar, a cabeça virada para mim, sentado a dous metros, não é para esquecer nem eu nem a Galiza. O ministro moçambicano martelou no mesmo e o CONCERTADO ficou DESCONCERTADO com tal intensidade que só as reiteradas intervenções do ministro português, Jaime Gama, puderam ACALMAR a tensão e SALVAR A CPLP. Tudo causado pela nossa presença, a da Galiza. Regressaram Fraga e governo galego no mesmo avião que eu. Eles VITORIOSOS, a Espanha VITORIOSA e nós, a Galiza e Portugal e a CPLP DERROTADOS e até hoje.

Que éramos nós? NADA, um mosquito num oceano. Que era o que nos defendíamos e defendemos? TUDO E TODA A POTÊNCIA ENDÓGENA do proletariado e do povo galego, a que a Espanha não pode tolerar nem suportar porque MORRE E ESCACHA [«se deshilacha» Aznar dixit]: A UNIÃO NACIONAL DA GALIZA E PORTUGAL.

Se não queremos entender isto, não o mosquito mas a força da razão do mosquito, a potência endógena da Galiza, continuaremos a «andar à minhoca» sempre inferiores/inferiorizados relativamente à Catalunha e a Euskal Herria que celebrou o Aberri Eguna com assistência à manifestação de Xavier Vence e outras pessoas do BNG; Sr. Vence, vira-se referenciado no Gara que informa em Euskara da presença na manifestação da Palestina, a Escócia, a Catalunha e hu é a Galiza em Gara, Sr. Vence?

Vejam a potência endógena do povo galego. Meçam a potência endógena do povo galego: são 17.000 assinaturas mais possantes do que 17.000 pessoas a se manifestarem em Compostela em favor do Português, língua da Galiza integrada na CPLP? Nós achamos que a segunda. Meçam a potência endógena do proletariado galego: são 31.000 assinaturas mais poderosas do que 31.000 pessoas desempregadas a se manifestarem em Compostela EXIGINDO EMPREGO particularmente EM ASTANO A CONSTRUIR BARCOS? Nós achamos que a segunda. Por que outros acham a primeira e não querem encontrar a segunda? Será porque no terreno do inimigo PERDEMOS melhor UNANIMEMENTE? As pessoas, o tempo, o dinheiro e atividade empregada em apanhar 17 ou 31.000 firmas não dá para manifestação doutras tantas pessoas?

Uma outra UNANIMIDADE: Plano Geral de Normalização Linguística, aprovado no Parlamento em 22 de setembro de 2004, editado em livro de 324 páginas pelo Sr. Tourinho e Marisol López Martínez, Diretora Geral de Política Linguística sem consultar o BNG e sem este obrigar o PSOE a cumprir o pactuado noutro exercício de UNANIMIDADE.

O que nós defendíamos e estamos a defender, 1. Português, língua da Galiza; 2. ALFABETIZAÇÃO do povo galego na sua língua e cultura; 3. Galiza integrada na CPLP; 4. UNIDADE NACIONAL da Galiza e Portugal, É TODA A POTÊNCIA ENDÓGENA do proletariado e do povo galego, a potência que nos dá sermos Portugal, a que nos dá o povo português, a República portuguesa e os princípios da sua Constituição e a CPLP, potência endógena do povo galego MUITO SUPERIOR à da Catalunha e Euskal Herria JUNTAS.

Se quatro ex-operários de ASTANO fomos convidados oficialmente pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros da República portuguesa, Sr. Jaime Gama, à constituição da CPLP em Lisboa em 1996 e uma vez constituída recebidos pelo presidente do Conselho de Ministros, o Secretário Executivo e o Secretário Executivo Adjunto, respetivamente Sr. Jaime Gama, Sr. Marcolino Moco e Sr. Joaquim Rafael Blanco, o primeiro dos quais, o Sr. Gama, afirmou que a relação futura seria pela língua, qual seria o tratamento que a Galiza receberia se ali estiver uma outra representação mais abrangente? Qual seria a potência endógena da Galiza? Se em 1997, em «Salvador da Bahia» a Galiza estivesse mais e melhor representada, qual seria a potência endógena do povo galego? A do povo Maubere? A potência endógena da Galiza seria a do Timor Leste que logrou que a CPLP defendesse o seu direito de Autodeterminação? Qual seria a potência endógena da Galiza se a CPLP defendesse o seu direito de Autodeterminação? Qual seria a potência endógena do povo galego se uma representação de parlamentares do BNG e do PSOE, os Sr. Francisco Rodríguez, Sr. Bautista Alvárez, Sr. José Manuel Beiras e os Sr. Tourinho, Sr. Cortiço e Sr. Romeu se apresentassem, como nós fizemos, perante o Sr. Kofi Annan, Secretário-geral da ONU, na abertura do Congresso Internacional de Ministros Responsáveis pela Juventude em Lisboa em 8 de agosto de 1998 para lhe solicitar por escrito uma resolução da ONU em favor da Livre Determinação, a Independência e a Soberania da Galiza? Qual a nossa potência endógena se uma outra representação, que não fossemos nós, lhe colocasse a questão da defesa da Autodeterminação da Galiza ao presidente da República portuguesa, Sr. Jorge Sampaio, ao tempo que lhe presenteávamos um «Manuel Galego-Português de História», e respondia a sorrir «Isso é MUITO COMPLICADO»? Seria MUITO COMPLICADO se a questão fosse colocada à presidência da República portuguesa e à CPLP a meio da criada Assembleia Nacional da Galiza, ou da Galiza e Portugal? Qual seria a potência endógena do povo galego se eu aceitar o convite de Ramos Horta, já nomeado Prémio Nobel da Paz em Oslo, para participar na conferência internacional de imprensa que ia começar de imediato, o Ramos Horta na porta acenando-me para eu entrar com ele e eu por não lhe ROUBAR protagonismo NÃO ENTREI: a Galiza a dar a volta ao mundo da mão do Timor Leste! Ainda hoje me pergunto se fiz bem... E se em vez de ser eu fossem alguns dos anteditos parlamentares? Uns e umas outras viajaram faz muito pouco ao Sara Ocidental mas não aos países da nossa língua.

E assim poderíamos contar um e outro ensejo para DESPREGAR a potência endógena do povo galego, sempre sem a Companha Santa dos e das que juraram defender à Galiza com a mão sobre o «Sempre em Galiza» para a UNIR com Portugal, de Castelão, sempre com a hostilidade quando não o combate ao que nos fazíamos e tentamos continuar a fazer, sempre com o DESPRESTÍGIO, criminoso DESPRESTÍGIO, mas também a fazer parte da luta das classes, da GUERRA de classe...

A potência endógena do povo galego em 1 de dezembro de 2002 ninguém a discutiu nem a comparou nem a considerou inferior à da Catalunha e Euskal Herria e embora a primeira SOLIDARIEDADE recebida na Galiza «enchapapotada» falava a nossa língua e a VERDADE na nossa língua DERROTAVA A MENTIRA de Mariano Rajoy em espanhol, ninguém se quer lembrar de Portugal. A chave da MOBILIZAÇÃO, da potência endógena do povo galego, foi a ORGANIZAÇÃO em Plataforma Cidadã «Nunca Mais», tudo até que a força que a hegemonizava, o BNG, por boca de Bieito Lobeira, determinou: 1. Eliminar as Assembleias Nacionais que se celebravam em Compostela; 2. Matar a MOBILIZAÇÃO, a potência endógena do povo galego, deixando «Nunca Mais» em «letargo ativo» nas suas palavras.

A potência endógena do povo galego em 21 de janeiro de 2010 com 50.000 pessoas convocadas por «Queremos Galego» a encherem o Obradoiro bradando contra o governo galegófobo e exterminador do galego foi tal que o deixou know out, à deriva, o afundimento era iminente... Seguiram-se DEZ DIAS QUE ABALARAM O MUNDO do PP-PSOE até que, perante o perigo de derrocada, no Parlamento às 11h00 da sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010, o galegófobo e exterminador do galego, Rueda, assina com o defensor do galego NORMATIVIZADO E NORMALIZADO, Guilherme Vázquez, do BNG e por sua iniciativa, e CIG-CCOO-UGT, o salva-vidas do governo galegófobo, um documento denominado «Galicia ten direito»... Mais uma vez, UNANIMIDADE, consenso, diálogo, pacto... Acabou a querença do galego e continuou a galego fobia e o extermínio até hoje em que se anunciam para 17 de Maio, oito manifestações para multiplicar por oito a do passado ano com coima governativa que confirma a REPRESSÃO, anúncio tutelado por Bieito Lobeira (BNG); nós mais uma vez queremos que se manifeste a potência endógena do povo galego enchendo o Obradoiro com 50.000 pessoas, coisa difícil dada a convocatória em oito lugares, oxalá que a totalidade ultrapasse oito vezes as 50.000 de 21 de janeiro de 2010 sem que haja um 5 de fevereiro com iniciativa do BNG para salvar o PP. Nós alertamos em base à experiência, à MEMÓRIA HISTÓRICA recente que tem de ser contada, sobretudo para conhecimento e adquisição de experiência da juventude.

Contar coisas como as acontecidas no Parlamento europeu em que Ana Miranda pretendeu IMPOR e de facto impus a uma representação galega de preferentistas FALAR ESPANHOL devido, segundo ela, a um «problema técnico» que consistia em que nos consideraram espanhóis e portanto puseram tradutores de espanhol para o «gabacho» de turno se rir dos «pobres gallegos» BURLADOS e a falar espanhol. Não levará o meu voto, nem ela nem Jesus Domingues a falar espanhol em Europa e a USURPAR a representação dos preferentistas da Galiza que ninguém lhe outorgou: um caso de protagonismo ESPÚRIO que Xavier Vence não critica. Não nos parece honesto nem da sua parte nem do BNG o não respeito à INCOMPATIBILIDADE elementar de representações e que está agora a acontecer: aquando fala nos média Jesus Domingues, a nome de quem fala? Da Plataforma de Compostela, das Plataformas da Galiza ou do BNG como candidato nº 4 ao Parlamento europeu? Nós NUNCA faríamos isso, respeitaríamos a INCOMPATIBILIDADE, o mesmo que nos NEGAMOS a falar espanhol derrotando a IMPOSIÇÃO da Ana Miranda e exercendo os direitos reconhecidos na Carta Europeia dos Direitos Linguísticos: tradutores PORTUGUESES para nós!

Durante muitos anos a defesa da parte do proletariado galego da sua língua é um facto inquestionável. Em ASTANO foi língua oficial nas assembleias de milhares do operariado. Em Bazan podemos e devemos contar que em 1974/75 Rubem Ferreiroá Pernas falou em galego numa assembleia geral onde estava PROSCRITO: os apupos foram IMENSOS mas aí ficou tudo. Depois o galego tornou língua oficial nas assembleias proletárias em Bazan e mesmo nas que se faziam no Inferninho, ASTANO-BAZAN, com 8.000 ou mais participantes.

Também achamos que é um facto inquestionável que na brutal luta de classes que se dou e se está a dar no campo da língua desde 1979-80: espanhol, classe dominante, galego-português, classe dominada, a defesa estava liderada por curas, professorado, intelectuais e mesmo empresários, algum em favor da Reconversão de ASTANO, agora empresários com filhos, como confessa Morell, todos sem qualquer contacto com a classe obreira ou as classes trabalhadoras e sobretudo com pensamento de categorização ou de superioridade de classe que excluía a classe obreira do seleto clube do «professor» ou «professora», «doutor ou doutora»,aristocrático título que se outorgavam e com que se elevavam. Este elitismo classistatresnoitado, sustentado em alegados vastos conhecimentos TÉCNICOS da linguística, a nosso ver, é o que os CEGA para ver ou ouvir que as línguas as fonam PESSOAS, que as PESSOAS são primeiro que as línguas e as pessoas para além de terem reconhecidos nas leis direitos inalienáveis, também estão divididas em classes sociais e que uma delas, o proletariado, com as suas lutas leva DEMOCRATIZANDO mais e mais o Planeta até ao extremo que esses inalienáveis direitos das pessoas foram reconhecidos graças às suas lutas em todos os campos particularmente no campo da educação cuja base é a ALFABETIZAÇÃO. Dito de outra maneira, todos os alegados vastos conhecimentos técnicos linguísticos das elites não valem nada, não servem para nada se não estão ao dispor da IMENSA maioria da população, quer dizer, o proletariado e as classes trabalhadoras, operariado, campesinato, as pescas, soldad@s e marinheir@s. Para que sirvam para ALGO, as elites, os intelectuais, o professorado, os empresários com filhos, etc. para além das suas atividades profissionais têm o DEVER de realizar outras muito menos brilhantes embora muito mais eficazes, se o que se quer é que o Português seja a língua da Galiza e o Português será a língua da Galiza aquando a população, a começar pelo proletariado fabril, assim o interiorize, e para isso acontecer não podemos esperar, tudo o contrário, que o governo galegófobo e exterminador, linguícida, racista, repressor, analfabetizador, faça qualquer coisa para APLICAR a lei de aproveitamento do português e vínculos com a lusofonia (sic). As elites têm o dever de fazer atividades INADIÁVEIS muito menos brilhantes tais como distribuir à entrada das fábricas panfletos ALFABETIZADORES, explicando que o português é a nossa língua, às feiras, às lotas do peixe, às vilas e cidades de galego sibilante, numa palavra, UNIÃO NO PORTUGUÊS NA GALIZA para desenhar e implementar um vasto PLANO DE ALFABETIZAÇÃO de toda a população galega contando com TODOS OS MEIOS de que se possa dispor.

Em pleno XXI século a população galega permanece MAIORITARIAMENTE ANALFABETA na sua própria línguae cultura sem NINGUÉM sequer falar disto como uma das GRAVÍSSIMAS agressões dos poderes públicos contra ela. Sem «os doutores e as doutoras» isto DIAGNOSTICAR e prescrever o pertinente remédio: ALFABETIZAÇÃO.

Em 16 de abril deste ano o II Congresso da Cidadania LUSÓFONA outorgou-lhe o Prémio PERSONALIDADE LUSÓFONA ao galego Ângelo Cristóvão, secretário da Academia Galega da Língua Portuguesa, «pelo incansável trabalho por reforçar os laços da Galiza e a LUSOFONIA», prémio promovido pelo Movimento Internacional Lusófono (MIL) com o patrocínio do Instituto Internacional de Macau, segundo informa o próprio MIL. A página web do dito Instituto de Macau não fornece qualquer dado acerca deste patrocínio.

Ângelo Cristóvão no seu discurso lido introduz conceitos tais como: «Associações LUSÓFONAS galegas com vocação cívica e cultural que desde a década de 70 trabalharam para conseguir ILP VPAndrade»; «o acordo conseguido... para integrar à Galiza no espaço LUSÓFONO»; «a UNANIMIDADE como GARANTIA de cumprimento da Lei 1/2014 vigorante desde 9 de abril» votada dentro do Parlamento galego em 11 de março, fora ardiam barricadas dos pescadores a protestarem contra a DISCRIMINAÇÃO do ministro espanhol CANHETE na distribuição da quota outorgada à Galiza de carapau e sarda e a comemorarem nos factos o Dia da Classe Operária da Galiza. Acrescenta Cristóvão: «Pode IMAGINAR-SE que o Governo central não está longe destes parâmetros»; «a redação [da lei] é coerente com a tradição de aproximação LUSO-galaica de INÍCIO DO XX SÉCULO e até hoje»; «IMPEDIMENTOS à participação GALEGA no Vocabulário ORTOGRÁFICO Comum».

A SANTA COMPANHA MANDA MATAR A LUSÓFONA PATRANHA

A «aproximação» de INÍCIO DO XX SÉCULO (1901, 1902 e 1903) denominou-se UNIÃO OPERÁRIA GALAICO-PORTUGUESA e os LUSOS não estavam em Tui, Viana do Castelo e Braga: tudo muito GALEGO...

Associações LUSÓFONAS na Galiza não se conhecem muitas; porventura ESTATUTARIAMENTE nenhuma. Uma delas denomina-se Academia GALEGA da Língua Portuguesa embora o seu secretário num discurso de 13,24 minutos dissera 14 vezes a palavra «luso»e derivadas, uma por minuto...

Nós lutávamos e estamos a lutar por integrar a Galiza na CPLP mas não na LUSOFONIA; são dois conceitos radicalmente diferentes: amizade e cooperação face PATRANHA fantasiosa e imaginativa de Baco e filhinho dele tornado som.

Como IMAGINAR que o Governo central não está nas antípodas desses «parâmetros» como demonstra a realidade mas não a fantasia imaginada na UNANIMIDADE como GARANTIA de cumprimento da lei e por fim confessa os IMPEDIMENTOS à participação galega no Vocabulário ORTOGRÁFICO Comum... Talvez disfarçados de LUSOS? Com passaporte da CIDADANIA LUSÓFONA? Se pensarmos que os galegos somos portugueses, é solicitar ou exigir do governo passaporte português justo por sermos galegos: é isso o que é coerente no XXI século em que a carta de cidadania está nas Constituições particularmente a portuguesa, VALOR a conservar e usar e mesmo melhorar. A Ernesto Guerra da Cal foi-lhe outorgado passaporte português por motivos POLÍTICOS: ser galego e prestar importantes e reconhecidos serviços a Portugal.

Desde António Cruz Rodrigues & Isaac Alonso Estraviz, INTEGRALISMO LUSITANO português & INTEGRACIONISMO «LUSISTA» galego, até ao Ângelo Cristóvão & Fernando José de La Vieter Ribeiro Nobre, UNIDOS NA LUSOFONIA premiado e premiador, se passaram duas décadas embora há coisas que não mudam.

Fernando Nobre (MIL) de UNIVERSAL personalidade humanitária, no campo POLÍTICO na Nossa Terra suleira foi candidato INDEPENDENTE à presidência da República portuguesa em 23 de janeiro de 2011, obtendo 594.000 votos (14,1 %) recebendo 650.000 €, a terceira força; Manuel Alegre (19,4 % dos votos), recebendo 800.000 €, a segunda força e a primeira, Cavaco Silva (mais do 50 % dos votos) recebendo 2 milhões de Euros. A opinião de que Fernando Nobre propiciara a VITÓRIA do Cavaco Silva emergiu indignada e cinco meses depois em junho de 2011, Fernando é eleito deputado pelo PSD de Passos Coelho que o pretendia presidente da Assembleia da República que logo não foi, isso sim, tudo como INDEPENDENTE. Todo o mundo sabe na Galiza o que pensam e querem em Portugal a respeito de Passos Coelho: «Está na hora de o Governo se ir embora» por tornar Portugal um PROTETORADO da Troica (FMI, UE, BCE); nós continuamos a pensar na IDENTIDADE COLONIZADA pelo Reino da Espanha da Galiza e Portugal com Troica ou sem ela...

Isto que escrevemos para Fernando Nobre alastra para Renato Epifânio, também INDEPENDENTE, o MIL, aPlataforma Ativa da Sociedade Civil que coordena o MIL e a LUSOFONIA como conceito POLÍTICO, que o é. Quanto ao Prémio Personalidade LUSÓFONA, o MIL outorgou-o a Lauro Moreira, Ximenes Belo, Adriano Moreira e Domingos Simões Pereira; desta feita, ao Ângelo Cristóvão com o patrocínio do Instituto Internacional de Macau que ainda em 25 de abril de 2014 sostiene que «Macau foi um dos centros pioneiros da UNIDADE do Mundo e da civilização UNIVERSAL» e que vai estimular «a CONTINUIDADE DO MODELO CIVILIZACIONAL E VIVENCIAL de matriz ocidental-europeia». Fundado em 1999 (um país, dois sistemas) para «elevação cultural... melhor qualificação técnico-científica da população de Macau SOBRETUDO dos estratos etários MELHOR SITUADOS para o desenvolvimento de Macau»; com línguas portuguesa, chinesa e inglesa e sócios fundadores portugueses, chineses e de Macau, outorga um Prémio Jovem Investigador de $ 25.000.

Desconhecemos se o Prémio Personalidade LUSÓFONA tem qualquer remuneração e se a tiver a transparência é o pertinente. Em qualquer caso não está de mais referenciar que no II Congresso da Cidadania Lusófona, em Lisboa, o Secretário de Estado, Manuel Pinto Abreu falou da importância ESTRATÉGICA do mar; o que não sabemos é se falaria da importância ESTRATÉGICA da UNIÃO da luta do proletariado dos estaleiros navais portugueses e galegos; temos a certeza de que a UNIÃO DA LUSOFONIA não contempla a UNIÃO proletária galego-portuguesa...

A LUSOFONIA é um conceito profundamente reacionário e contrário a qualquer progresso. A história do Reino de Portugal faz parte da história da ESCRAVATURA, do GENOCÍDIO secular, mesmo contra o seu próprio povo e da pertinente ACUMULAÇÃO DE CAPITAL para construir o CAPITALISMO que escreveu Marx. É uma história secular particularmente desde o Tratado de Tordesilhas que lhe outorga a Portugal a metade do mundo em troca da Galiza que reivindicava como própria desde Afonso Henriques, é uma história secular mas também recente: a Cruz da Ordem de Cristo presidia desde os helicópteros e aviões os massacres cometidos pelo exército colonial português em África.

José Phahlane Moiane, Tenente-General moçambicano, publicou em junho de 2009 «Memórias de um guerrilheiro» em que referencia o Massacre de Mukunhura em 1970, em 1971 o Massacre de Wiriano na ofensiva dita «Nó-Gordio» dirigida pelo general português, Khaúlza de Arriaga. José Moiane, chefe do Departamento da Defesa da Província de Tete e chefe de Operações em 1971, conta-o em primeira pessoa: «Aquilo foi um inferno, para nós e para as populações nas regiões entre os Rios Dhake e Zambeze, no monte Nkhalambakafué. Muita gente morreu de fome e sede mas também de bombardeamentos, massacres e outro tipo de chacinas.

Khaúlza de Arriaga usou a Política de MATAR TUDO o que tem VIDA... Política de «Terra queimada».

Também relata que o Capitão Ramalho Eanes comandava a companhia que tinha bloqueado a zona de Maua até Nipepe na Niassa Oriental... e até ficou chamado [a zona de Niassa onde operava o guerrilheiro Francisco Muzuze] de «Novo Vietname» pelos bombardeamentos... [1966]

O genocídio é um crime que NUNCA prescreve e achamos de justiça que estes crimes não fiquem IMPUNES e muito menos que se tentem mascarar com conceitos ou razoamentos como os de Agostinho da Silva, inspirador do MIL, que considerou o 25 de Abril como um «pronunciamento militar sem grande largueza política» que «voltou as costas ao espaço LUSÓFONO».

E acabamos pelo começo: UNÂNIMES os países e os povos de língua galego-portuguesa, têm de rejeitar o imperialismo e o colonialismo, condenar os seus crimes e conseguir acabar com a IMPUNIDADE para que impere a VERDADE, o imperialismo da VERDADE E DA JUSTIÇA no mundo particularmente para a nossa língua na Galiza, o Português: a UNIDADE do povo galego-português e a CPLP MOBILIZADOS é a GARANTIA do exercício dos nossos direitos linguísticos nomeadamente a ALFABETIZAÇÃO.   
 
Em Ferrol, sexta-feira, 25 de Abril de 2014, quarenta anos da Revolução dos Cravos

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por galizaunidaportugal às 12:38


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