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GALIZA UNIDA PORTUGAL



Segunda-feira, 19.05.14

ALFABETIZAÇÃO VERSUS NORMATIVIZAÇÃO-NORMALIZAÇÃO (distribuídas 300 folhas às 12h00 do sábado, 17 de maio de 2014 em Ferrol na manifestação do Dia das Letras Galegas)


 
«Promover desde já a ALFABETIZAÇÃO do povo galego, criando escolas onde for possível», este é o objetivo nº 7 do Primeiro Congresso da FRELIMO realizado em Dar-es-Salaan em setembro de 1962. Trocamos a palavra «moçambicano» por «galego» para realçar a IMPORTÂNCIA que para qualquer povo colonizado e movimento de libertação nacional tem a ALFABETIZAÇÃO designadamente para um povo como o galego que nem é africano nem é europeu, UMA COLÓNIA, porem, cuja singularidade, em termos de doutrina ANTICOLONIAL, está por escrever porque nenhuma teoria pode explicar o que nos acontece. «Programa permanente por todos os meios a fim de MOBILIZAR A OPINIÃO PÚBLICA MUNDIAL em favor da causa do povo galego», objetivo nº 15 da FRELIMO com a mesma troca.

Após três décadas e meia de Junta Autonómica, mais de trinta anos de NORMATIVIZAÇÃO-NORMALIZAÇÃO, o baixo ou nulo índice de ALFABETIZAÇÃO do povo galego na sua própria língua e cultura, descreve-o Ana Pontão afirmando «mais de trinta anos de NORMALIZAÇÃO leva o nosso idioma a uma situação limite... muitas dificuldades para viver em galego no nosso país»; reparem que a questão não é o DIREITO DO POVO GALEGO a ser ALFABETIZADO na sua própria língua e cultura, o «idioma» porem...

Mais de trinta anos de NORMATIVIZAÇÃO-NORMALIZAÇÃO lograram ANALFABETIZAR o povo galego na sua própria língua e cultura em pleno XXI século! Nem admira porque lograram a ALFABETIZAÇÃO EM ESPANHOL de uma grande parte do povo galego particularmente as novas gerações do rural com uma significativa percentagem de estudos UNIVERSITÁRIOS mesmo licenciaturas em galego, português ou galego-português, TUDO de aprendizagem em espanhola língua.

Rom Fernández (AGE) frisava em «luta de classes e galego fobia da Junta» e também não se referia à ALFABETIZAÇÃO do povo galego embora o diagnóstico ajude a perceber a «besta parda» franquista Agostinho Dias Vaamonde (PP): «NORMATIVA OFICIAL do galego, OBRIGATÓRIA; português, língua ESTRANGEIRA e OPCIONAL!»

NORMATIVIZAÇÃO-NORMALIZAÇÃO do galego OBRIGATÓRIA: ANALFABETISMO OBRIGATÓRIO nomeadamente na ORTOGRAFIA, rigorosamente PROIBIDA E REPRIMIDA. A nossa SECULAR ORTOGRAFIA, a secular ORTOGRAFIA DO GALEGO PROIBIDA, a do português, ESTRANGEIRA E OPCIONAL. Eu não sei se é possível descrever melhor a luta de classes da Junta, a GUERRA DE CLASSE da Junta contra o proletariado, as classes trabalhadoras, o povo galego e a NAÇÃO que a Galiza é. A GUERRA DO COLONIZADOR contra o colonizado e a COLÓNIA tem uma possante arma para ANALFABETIZAR e submeter o COLONIZADO E A COLÓNIA e para os assimilar ao COLONIZADOR, essa BISARMA denomina-se NORMATIVIZAÇÃO-NORMALIZAÇÃO; poderíamos dizer BILINGUISMO cordial é BISARMA cordial. BISARMA de provada eficácia durante mais de trinta anos: GUERRA DE CLASSE para impedir a UNIÃO NACIONAL DA GALIZA E PORTUGAL, para impedir em primeiro lugar a UNIDADE LINGUÍSTICA SECULAR da Galiza e Portugal, GUERRA DE CLASSE principalmente contra a ORTOGRAFIA.

Trinta anos de NORMALIZAÇÃO UNÂNIME, trinta anos de UNANIMIDADE ANALFABETIZADORA, continuam com a Lei de Aproveitamento da língua portuguesa e vínculos com a lusofonia, Valentim Paz Andrade, Lei 1/2014 de 11 de março vigorante desde 9 de abril. UNANIMIDADE como a MAIOR GARANTIA da futura aplicação da lei, eis o que pensam as pessoas que promoveram a dita lei, quer dizer, mais mil primaveras para o ANALFABETISMO do povo galego na sua própria língua e cultura, língua ESTRANGEIRA E OPCIONAL.

Pensar, difundir, promover a ideia de que o LINGUICÍDIO, o RACISMO e a REPRESSÃO executada, praticada contra o português durante mais de trinta anos pelo franquismo que aninha no PP se vai tornar APLICAÇÃO da lei, é simplesmente CRIME DE LESA HUMANIDADE que cumpre DENUNCIAR. É situar-se no campo do COLONIZADOR, promover uma campanha em favor da nossa língua utilizando como referentes o CRIMINOSO e esbanjador investimento no Mundial de Futebol no Brasil e Ronaldo a falarem a nossa língua. Ronaldo FALA ESPANHOL às ordens de Florentino Perez que ESPOLIOU à Galiza mais de 7.000 milhões de Euros na compra e na venda de FENOSA a Gás Natural que encomenda barcos de transporte de gás liquefeito, «gasseiros», em estaleiros navais da Coreia do Sul e do Japão CONTRA o proletariado galego e a Galiza. Ronaldo é Oficial-Maior da Ordem de Henrique o Navegante, condecorado por Cavaco Silva em presença de Florentino Perez, condecoração porventura paga por este no seu permanente intento de COLONIZAÇÃO não apenas da Galiza, também de Portugal, dentro de um vasto plano COLONIZADOR que visa IMPEDIR A UNIDADE NACIONAL das duas bandas do Minho.

O proletariado e o povo galego têm referentes ANTICOLONIALISTAS como Eduardo Mondlane, fundador da FRELIMO, para «promover desde já a ALFABETIZAÇÃO do povo galego criando escolas onde for possível» e «um programa permanente por todos os meios a fim de MOBILIZAR A OPINIÃO PÚBLICA MUNDIAL em favor da causa do povo galego»: A UNIDADE NACIONAL E LINGUÍSTICA COM PORTUGAL designadamente a ORTOGRAFIA.

Em Ferrol, DIA DAS LETRAS GALEGAS, sábado, 17 de Maio de 2014

COMISSÃO PARA A REUNIFICAÇÃO NACIONAL DA GALIZA E PORTUGAL

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por galizaunidaportugal às 12:22


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